O hotel mais mais sustentável de Portugal

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Inspira

O hotel mais mais sustentável de Portugal

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Visita guiada ao Inspira Santa Marta, em Lisboa, considerado o Melhor Hotel Sustentável de Portugal, uma distinção atribuída pela primeira vez no nosso país.

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BOAS-VINDAS ‘ECOLÓGICAS’

A explosão de luz natural, vinda da imensa claraboia, não passa despercebida a quem entra no Inspira Santa Marta Hotel, em Lisboa, do grupo luso de investimento imobiliário Investoc. Na receção expõem-se os certificados obtidos desde a sua inauguração, em 2010, como as certificações internacionais Green Globe, Travelife e Carbonfree. A mais recente distinção, de Melhor Hotel Sustentável, foi atribuída pelo International Hotel Awards.

NÚMEROS
De 2012 para 2013, o Inspira Santa Marta Hotel, em Lisboa, poupou 4,91% kwh no consumo de eletricidade e 1,18% m3 no consumo de gás por cliente, e 77% dos resíduos foram reciclados.

SEM PAPEL TIMBRADO
Com a arquitetura e a decoração assentes nos princípios do feng-shui, os 89 quartos dividem-se pelos cinco elementos desta arte milenar chinesa. No check-in, a partir da data de nascimento, determinam o quarto a atribuir, consoante o número de elemento. Ao “nosso” sete, coube-nos um aposento Terra. A política “sem papel”, no ano passado, permitiu poupar 35 500 folhas, em menos 17% de impressões.

A PENSAR NOS OUTROS
Por quarto e por cada noite ocupada são enviados 20 cêntimos para a Indian Wind Turbine, uma associação produtora de energia eólica cujo excedente é destinado a populações carenciadas na Índia. Na sua declaração de emissão de dióxido de carbono (CO2) contabilizam a média anual da pegada ecológica dos hóspedes e do staff.Nas casas de banho há separação de lixos, autoclismo com meia descarga e redutores de caudal nas torneiras. Os 21 quartos Árvore têm chão de cortiça o que reduz o consumo de energia, pelas suas características térmicas numa parceria com a Corticeira Amorim.

CONSCIÊNCIA À MESA
Para reduzir o consumo de água, o Inspira investiu num sistema de filtragem, que permite depois engarrafá-la no hotel, servindo-a nos quartos e na Open Brasserie, em garrafas recicladas e reutilizáveis, feitas em vidro da Marinha Grande.As receitas da venda de cada garrafa (€2,50) revertem para a Pump Aid, uma ONG que constrói furos de água potável e instalações sanitárias em África. Até agora, o Inspira já patrocinou três bombas de água no Malawi, sendo que cada uma custa 3 300 euros. Outra das preocupações da Open Brasserie é a dieta para celíacos, certificada pela própria associação.

DE ONDE VEM A ENERGIA?
De fontes renováveis, certificadas pela EDP: cerca de 40% proveniente de eólicas, a restante gerada pelas ondas do mar (energia hidrocinética).Inédito num hotel da capital são também os 70 m2 de painéis solares e termoacumuladores no topo do edifício, protegidos por uma barreira de som. Toda a claraboia do hotel, forrada por uma película refletora em vinil, consegue manter cerca de 40% do calor.

PERFIL DO HÓSPEDE
A ocupação passou de 55%, em 2011, para os atuais 70 por cento. Do total, 85% são estrangeiros e, destes, 30% são franceses. Cerca de 42% voltaria ao hotel pelas suas políticas de sustentabilidade, um critério com mais peso do que o design ou o staff.

O SONO DOS VERDES
Equipados com lâmpadas LED as áreas públicas usam sensores de movimento os 89 quartos são oásis no meio do bulício citadino. Com a mobília e as cores a encontrarem um ponto de equilíbrio de harmonias e respeitando a proteção de intimidade, o Inspira apostou em produtos portugueses: 99% dos móveis são da Viriato, os têxteis da Sampedro, os produtos de higiene, com selo ecolabel e biodegradáveis, tal como os produtos de limpeza sem químicos, são da Amenities 62, no Porto. No spa The Retreat, as cerâmicas feitas pelas crianças da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo ganham nova vida no jardim suspenso.

O QUE FALTA FAZER?
Recolher a água da chuva num jardim suspenso (já em estudo, na claraboia); compostagem e todas as receitas do restaurante confecionadas só com ingredientes biológicos.Boas práticas que Nicolas Roucos, diretor-geral, quer trazer para a unidade hoteleira.

Fonte (texto e imagem): visao.sapo.pt


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