Pesar tudo!!

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Pesar tudo!!

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Usamos a medição desde os primórdios. Nos dias de hoje a comunidade científica mundial fez uma mudança fundamental em como medimos tudo redefinindo o quilograma, o kelvin, o ampere e o mole, quatro das sete unidades básicas do Sistema Internacional de Unidades (SI). Uma série de normas ISO e IEC desempenha um papel crucial.

Sabia que o humilde quilograma foi, até agora, definido por um objeto que pesa… um quilo? E que a unidade de medida de temperatura – o kelvin – é baseada numa propriedade intrínseca da água? Embora tenha funcionado durante séculos, os principais cientistas do mundo descobriram que, com o tempo, essas definições não são 100% estáveis. Devido a isso, concordaram formalmente que todas as unidades de medida serão agora definidas por constantes da natureza em vez de objetos físicos – a maior mudança na medição internacional desde 1875.

As definições são consagradas na “bíblia” da comunidade científica, o SI Brochure, publicado pelo Bureau International des Poids et Mesures (BIPM), no qual as séries ISO, IEC 80000, Quantidades e unidades – publicadas respetivamente pela ISO e pela Comissão Internacional Eletrotécnica (IEC) – são referenciadas. A série fornece os nomes, definições e símbolos internacionalmente acordados das quantidades usadas em ciência e engenharia, e suas unidades correspondentes, garantindo assim uma linguagem unificada e reduzindo o risco de erro.

Cientistas de medição de mais de 60 países reuniram-se na Conferência Geral de Pesos e Dimensões (CGPM) realizada em Versalhes, na França, para retificar as redefinições do SI.

Também durante a conferência, o Secretário Geral da ISO, Sergio Mujica, assinou uma declaração conjunta atualizada sobre rastreabilidade metrológica para demonstrar o compromisso da ISO com a cooperação contínua com o BIPM, OIML (Organização Internacional de Metrologia Legal) e ILAC (International Laboratory Accreditation Cooperation). A declaração afirma que consistência e comparabilidade internacional só podem ser garantidas se os resultados da medição forem metrologicamente rastreáveis a referências internacionalmente reconhecidas e, portanto, forem fundamentais para as quatro organizações.

Nos seus comentários sobre a conferência de 4 dias, Mujica disse que a decisão de redefinir quatro das sete unidades de base para o SI foi um avanço histórico – “A adoção de medições padronizadas foi o que originou a economia global – com impacto em todos os aspetos da ciência e engenharia”.

“Essa redefinição significa que não precisamos mais confiar em objetos físicos para medir com precisão. Isso terá um enorme impacto a nível mundial, acelerando a inovação e reduzindo os custos do desenvolvimento tecnológico. Será um grande avanço para a ciência de medição e para as gerações vindouras.”

A série de normas ISO e IEC 80000 sustenta a harmonização internacional de terminologia, definições e símbolos de quantidades e unidades usadas em ciência e engenharia e, portanto, garante uma linguagem e a escrita de fórmulas unificadas. Reduz o risco de erro e facilita e encoraja a comunicação entre cientistas e engenheiros de muitas áreas.

Referenciada no Folheto SI, a série é composta de 13 partes diferentes, apresentando 11 da ISO e duas da IEC. Fornece terminologia, definições, símbolos recomendados, unidades e qualquer outra informação importante relacionada às quantidades usadas na ciência, engenharia, metrologia e indústria. Além disso, fornece uma referência para aqueles que escrevem documentos científicos ou técnicos, livros didáticos, normas e guias.

A revisão da série ISO 80000 tem ocorrido simultaneamente com a revisão do folheto da SI nos últimos anos e espera-se que seja concluída no início de 2019.

 

13.12.2018
Fonte: iso.org


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