Com a publicação da ISO 9001:2026 a 16 de setembro, arranca o período de transição para as cerca de um milhão de organizações certificadas em todo o mundo na versão de 2015. O prazo previsto segue a prática das revisões anteriores: três anos, com as certificações antigas a perderem validade por volta de setembro de 2029. Durante a transição, os certificados ISO 9001:2015 mantêm-se plenamente válidos.
“Três anos chegam perfeitamente para uma transição tranquila. O que não chega é o último ano.”
O que isto muda para a sua empresa? No imediato, nada de obrigatório. Na prática, começa agora o jogo do calendário. As entidades certificadoras vão definir as suas regras nos próximos meses e, se a história de 2015 se repetir, o padrão será o mesmo: dois primeiros anos calmos, um último ano de agendas esgotadas, auditorias à pressa e custos acrescidos para quem deixou tudo para o fim.
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A leitura inteligente do prazo é usá-lo ao contrário. Em vez de perguntar “até quando posso adiar?”, perguntar “em que ciclo de auditoria me convém fazer isto?”. Para a maioria das empresas, a resposta estará em integrar a transição numa auditoria de acompanhamento ou de renovação já planeada, o que dilui o esforço e o custo. Essa decisão pode ser tomada este ano, com um diagnóstico simples dos desvios entre o sistema atual e a nova edição.
Três anos chegam perfeitamente para uma transição tranquila. O que não chega é o último ano. E todos os que passaram por 2015 a 2018 sabem porquê.
Fonte & Referência Técnica
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- Fonte: ISO/TC 176/SC 2, publicação da ISO 9001:2026 e início do período de transição — iso.org/sites/tc176sc2

