Turismo Acessível

  • 0
turismoacessível

Turismo Acessível

Tags : 

Os vários clientes de um estabelecimento hoteleiro diferem entre si nos interesses e nas preferências, nas capacidades e nas limitações, nos hábitos e nas necessidades.

Não é raro haver clientes com limitações motoras (p. ex. dificuldade em andar), visuais, auditivas ou intelectuais.

Elas podem estar relacionadas com a fase da vida (p. ex. as crianças e os idosos), ser permanentes ou temporárias (p. ex. alguns clientes precisam de cadeira de rodas e outros de apenas bengala).

O número de clientes que precisam de acessibilidade (para si ou para os seus acompanhantes) está em franco crescimento nos principais mercados emissores, devido ao envelhecimento demográfico. Os dados indicam que estes clientes têm maior duração média de acompanhantes, maior duração média de estadia, maior fidelidade ao destino e maior repartição pela época baixa.

A acessibilidade é, por isso, um fator de grande importância económica, tanto para o estabelecimento hoteleiro como para o destino turístico em que este se integra.

As exigências já definidas na legislação portuguesa fomentam a progressiva adaptação dos estabelecimentos hoteleiros e de outros recursos turísticos. Assumir uma atividade proativa permite, neste contexto, ganhar vantagem competitiva e rentabilizar o investimento a que a lei já obriga.

O IPQ acabou de editar a NP 4523:2018 – “Turismo Acessível. Estabelecimentos hoteleiros”, cujos requisitos são aplicáveis a todos os estabelecimentos hoteleiros independentemente do seu tipo e dimensão. Numa ótica de promoção de serviços turísticos de qualidade, esta norma define o referencial para que o estabelecimento hoteleiro proporcione uma idêntica qualidade de serviço aos clientes com necessidades especificas.

Considera-se que essa capacidade depende de dois fatores:

  • Da forma como os serviços são prestados (atendimento inclusivo):
  • Das condições materiais para a prestação do serviço (acessibilidades do meio físico).

A presente norma pretende, assim, disponibilizar ao setor do Turismo um instrumento de facilitação do encontro entre a “oferta” e a “procura” que forneça a todos os potenciais clientes uma indicação fiável de que são asseguradas condições para os acolher e que são disponibilizadas indicações claras e objetivas ao nível da infraestrutura e do atendimento.

O cumprimento dos requisitos da presente norma não dispensa a observância da legislação em vigor.

A presente norma, destinada a promover boas práticas de serviço em estabelecimentos hoteleiros, tem por objetivo definir um referencial de qualidade em matéria de atendimento inclusivo e de acessibilidade e incide sobre os serviços prestados pelo estabelecimento hoteleiro (por exemplo: dormida, alimentação e correspondentes procedimentos de receção e atendimento, bem como sobre as piscinas e as salas de reuniões).

A presente norma resulta da revisão NP 4523:2014 e foi elaborada pela CT 144 – Serviços Turísticos, coordenada pelo Organismo de Normalização Setorial – Turismo de Portugal.

 

09.08.2018
Fonte: espaçoQ – edição 145 | julho 2018 – newsletter


Categorias

Pretende fazer a transição para a ISO 9001:2015?